quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Guitar Wolf-Jet Generation (disco) e Wild Zero (filme)


Depois de um post com Frank Sinatra, venho por meio dessa reduzir a idade mental do nosso blog a níveis negativos, e o que seria melhor para isso que um disco de Punk Rock e um filme de zumbi?

Em comum entre essas duas obras primas está a genial banda Guitar Wolf, psychobillies japoneses que segundo uma definição muito acertada de alguém no youtube sabem tocar os instrumentos na proporção inversa em que usam roupas de couro.

No disco você vai encontrar o mais puro e cru Rock'n'Roll, com toneladas de microfonia, letras em japonês e inglês cheio de sotaque.

No filme você vai dar de cara com a louca história de Ace, fã da banda que se apaixona por uma garota muito tímida em meio a uma grande infecção zumbi alienígena, para ajudá-lo nessa situação ele contará com os conselhos de Guitar Wolf (guitarrista e vocalista da banda) e com uma ajuda mais violenta de Guitar e seus companheiros Drum Wolf e Bass Wolf, numa trajetória aos cantos mais escuros do cinema trash.




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Até a próxima e LOCK'N'LOOOOOOOOOOOOOOOOOLL prá vocês.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Frank Sinatra - In The Wee Small Hours




Pode parecer estranho para vocês leitores, mas eu sou um grande fã de Frank Sinatra, e principalmente do disco que aqui apresento-lhes. In The Wee Small Hours foi o primeiro disco de Sinatra a se encaixar no que ele chamava e do que até hoje chamamos de álbum conceitual, isso em meados da década de 50. Bem, o conceito não poderia ser pior, digo, pior pra ele, bom para nós (ou não). Sinatra estava em seu período conhecido como "I lost Ava Gardner" (acho que não preciso explicar), sua época mais "sombria", e isso se reflete nesse disco repletos de sad songs que são fodas. Muitas delas composições de Cole Porter (sinônimo de fodisse pra quem não sabe), mas o melhor no disco são os arranjos minimalistas, sem as mega orquestras que estamos acostumados a ouvir nas músicas de Ol' Blue Eyes, palmas para Nelson Riddle (seria parente do Voldemort? Eita! Piada péssima).

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Parte 2

Senha: NAVinc 
Agradecimentos a Renan

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Especial Love Parte 3-Forever Changes

Véspera de natal e último dia do nosso especial com a banda que liderou a cena psicodélica de Los Angeles.


Love-Forever Changes



Para fechar o nosso especial nada melhor do que a obra-prima da nossa "banda-alvo", e é justamente isso que Forever Changes representa na carreira do Love. Lançado em 1968 esse albúm não teve a participação de nenhum dos membros originais da banda além do líder Arthur Lee. No lugar de banda original entrou uma orquestra, que não era qualquer uma, foi a mesma que tinha participado do disco Pet Sounds dos Beach Boys. Esse trabalho faz parte da grande onda sessentista de bandas tocando com orquestras e não deve em nada para seus iguais (eu, inclusive, acho ele bem melhor que o Sargeant Pepper's), assim como o disco de ontem é um disco tão coeso e com músicas tão boas que nem vale a pena citar uma música em separado, basta dizer que é esse disco a razão do culto ao Love que está ficando cada vez mais forte agora na era da internet. Baixe, e você poderá dizer aos seus netos que você ouviu uma obra-prima. Té a próxima.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Especial Love Parte 2-Da Capo

Hoje é dia da segunda parte do especial de natal do Bixo com a banda de Arthur Lee, negão que pavimentou o caminho que viria a ser seguido por Jimi Hendrix ao topo do mundo do rock. E o disco da vez é o meu preferido da banda trata-se de...

Love-Da Capo




Lançado em 1967, Da Capo é um disco com o formato que me parece ser o perfeito: 6 músicas apenas de um lado e uma jam mais compridinha como a última faixa (ocupando o lado B inteiro do vinil). Um meio termo exato entre a música mais inexperiente e pop do primeiro disco e as orquestras psicodélicas e a música "mais madura" do terceiro, para mim esse disco É o Love. Pode parecer exagero, mas esse disco só tem música boa, nem vale a pena destacar música nenhuma (talvez "7 and 7 is", hit do disco e única deles a entrar no top 40), é baixar e se satisfazer, vai lá garotão!!!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Especial Love Parte 1-Love

No penúltimo post desse blog eu larguei a dica de que o próximo post ia ser especial e aqui está ele (ou parte dele). Pela primeira vez na história desse blog nós vamos ter três posts seguidos (um por dia eu quis dizer), e o assunto será um só ..... LOVE.
Para cada dia teremos um dos três primeiros e mais importantes discos dessa banda que influenciou os Doors, o Jimi Hendrix e praticamente qualquer um que tomou um ácido e tocou um instrumento nos anos 60.
Agora ao que importa.
LOVE-LOVE

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Nada melhor para começar do que o começo, o que no nosso caso quer dizer "Love", disco homônimo que apresentou ao mundo a banda de Arthur Lee. O albúm já começa com a melhor música: "My Little Red Book", mas a próxima ("Can't Explain") não deixa a onda baixar, e essas duas são bons exemplos da pressão que têm as músicas mais animadas da banda. No lado das baladas temos "Gazing" e "No Matter What You Do" além de umas outras também muito boas que têm aquele esquema: melosíssimas mas mesmo assim (ou talvez por isso mesmo) fodaças. Esse é o disco perfeito para se conhecer a banda, logo, baixe e siga-nos nessa jornada amanhã.

Inté.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Planet Hemp - A Invasão do Sagaz Homem Fumaça

O disco esquecido em todas as listas de melhores da década. Um dos nomes de álbuns mais fodásticos da história. Só podia ser do Planet Hemp. Ouça essa pérola e fique chapado (chaaaa-paaado)! É o Bixo fazendo sua cabeça!



Lembre-se: É o Bixo desaprova a pirataria. Nós nunca atacaríamos um navio.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Maquinado-Homem Binário





Hoje no Bixo um disco um pouco diferente do que geralmente rola por essas bandas. A onda de hoje é o disco "Homem Binário" do Maquinado, projeto paralelo de Lúcio Maia guitarrista da sagrada Nação Zumbi.
Apesar de ser cria de um guitarrista esse albúm não é um exibicionismo de "guitar hero", não tendo, por exemplo, nenhum solo de guitarra. A intenção de Lúcio foi mais no sentido de explorar as possibilidades de se fazer musica usando toda a parafernália eletrônica atual, porém algo do regionalismo da Nação também está presente, é o caso da música "Alados" que tem nos vocais um músico tradicional (que eu falho em não saber o nome). As participações especiais, aliás, são quase constantes nesse disco, sendo todas, tirando a já citada, feitas por membros da cena independente nacional.
Contraditoriamente, num disco cheio de participações, as melhores músicas são as que contam com o próprio Lúcio nos vocais, "Sem Conserto" e "Vendi a Alma" são ambas geniais. Continuando com as contradições, logo depois dessas duas a melhor é "O Som" que tem nos vocais o vocalista da Nação Zumbi, Jorge Du Peixe. Isso para mim significa somente uma coisa: a Nação é perfeita.
Outra peculiaridade envolvendo esse projeto é a absurda diferença do som gravado para o ao vivo. Ao vivo a guitarra faz a festa e Lúcio mostra que é o melhor guitarrista em atividade no Brasil (sendo Sérgio Dias e Pepeu Gomes os melhores de todos os tempos), com muito improviso nas suas cucas enluaradas, fazendo uma busquinha no youtube uma obrigação para quem curtir o disco.
Para resumir, música brasileira e eletrônica, sem que um exclua o outro e na melhor forma dos dois: nada de MPBostices ou bate-estaca, um pouquinho de Dub e a melhor guitarra que hoje soa em nosso solo, logo quem gosta de música vai baixar e, como diria Pandré, se lambuzar.
Até a próxima com um post muito especial.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

She & Him - Volume One / Pulp Fiction Soundtrack

O Natal está chegando, caros leitores do Bixo, e como em qualquer rede de supermecados, quem ganha o presente é você! Bem, hoje vamos de algo bem atual. Muitos de vocês talvez não vão gostar (o meu querido Akinzão da Pavuna deve ser um deles) dessa dupla, que não é sertaneja, que eu vou apresentar a vocês. As músicas são fofinhas, definitivamente não é muito o perfil dos bixeiros, mas eu me amarro muito e como o post é meu, foda-se, certo?




Pois bem, a dupla é formada por M. Ward (o primeiro nome dele whatever) e a lindíssima (põe íssima nisso) atriz e cantora Zooey Deschanel. Sim, a que fez O Guia do Mochileiro das Galáxias, Sim Senhor e agora está em cartaz com 500 Dias de Amor (se não me engano. Não vi, mas fui bem recomendado). Além de ser bonita, rica etc. e tal, ela ainda tem uma voz de explodir a cabeça. Como eu disse, as músicas fazem o estilo fofinho e não tem o selo Parental Advisory tão comum aqui, mas são BOAS. Inclusive com belos covers, como I Should Have Known Better dos Beatles e os standards You Really Gotta Hold On Me e Swing Low, Sweet Chariot, que vem como Untitled no disco. Resumindo, vale a pena dar uma chance a si mesmo de gostar.

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Então, como é Natal (e meu birthday chegando aí também. Aceito presentes), você leva de bônus A TRILHA SONORA DE PULP FICTION! É genial! A jukebox do Tarantino é simplesmente o Graal de todos os amantes da música boa. Destaque para as falas do filme intercaladas, incluido a foderosa passagem de Ezequiel 25:17, que eu praticamente já decorei. Lambuze-se!



Beijo do gordo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Roots of Chicha-Psychedelic Cumbias From Peru (Coletânea)

Aproveitando o clima de música latina que o último post deixou, o Bixo mergulha de cabeça na alucinante e alucinada Cumbia peruana, nessa compilação que a muito tempo já estava pedindo para aparecer por aqui.
Hoje o "Bixo" trás uma coletânea que mostra o poder de transformação que os anos 60 tiveram na música pop mundial. Trata-se de "The Roots of Chicha" que põe no mesmo disco os maiores expoentes da revolução que os intrumentos elétricos causaram na Cumbia feita em solo peruano (também conhecida como Chicha).
A História desse ritmo começa com o boom do petróleo no Peru, que gerou uma grande migração de indíos e descendentes indígenas do coração da amazônia para as grandes cidades. Chegando lá esses compadres que nunca tinham visto nem uma lâmpada acesa deram de cara com guitarras e órgãos elétricos, pedais de efeito e sintetizadores de todo tipo, além de uma cena musical com a qual eles nunca haviam feito contato antes.
Em pouco tempo esses heróis da classe operária assimilaram a onda toda e souberam com maestria, tomando como base os ritmos indígena misturar os efeitos wah-wah e reverb da guitarra Surf Music, a percurssão endiabrada dos ritmos afro-cubanos, a psicodelia dos órgãos Farfisa e sintetizadores Moog e toneladas do swing da cumbia original de fábrica colombiana. Assim nasceu a Chicha (nome que originalmente batiza uma bebida alcoólica feita com milho fermentado, pasme, na saliva das índias).















Por não fazer muito sucesso entre "a zelite" de seu país a Chicha nunca fez muito barulho internacionalmente mas agora você poderá ouvir a sintonia perfeita entre as duas guitarras de Los Mirlos, a loucura indíegena de Los Hijos del Sol, o calor sonoro de Los Diablos Rojos, o pioneirismo de Eusebio y su Banjo e Los Destellos, além da piração drogada de Juaneco y su Combo (uma das musicas deles nesse disco se chama "Vacilando con Ayahuasca").
Agora é baixar, curtir e dar aquela comentada.













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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mongo Santamaria - El Bravo!



Não estava pondo muita fé quando peguei esse disco pra ouvir, mas se ele está aqui no Bixo é porque me provou que é bom. MUITO BOM! O cubano Mongo Santamaria faz uma verdadeira suruba de estilos com muito Jazz e ritmos latinos. Não vale a pena escrever muito sobre o disco (principalmente pela escassez de informações disponíveis), mas vale muito a pena ouvi-lo. Portanto, amiguinhos, OUÇAM!

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

The Deep-Psychedelic Moods

Para começo de conversa esse post é uma espécie de errata: lembra quando foi postado aqui o disco "Psychedelic Psoul" da banda Freak Scene? Pois bem naquele post esse irresponsável escriba escreveu que essa banda havia lançado apenas um disco, o que é de fato uma meia verdade; antes de "...Psoul" eles haviam lançado sob o nome de The Deep o disco "Psychedelic Moods". Mas como esse é um blog que mata a cobra e mostra a cobra morta, com esse post-errata você ainda leva o disco para o seu HD.
Agora vamos ao que interessa: o disco.
Na mesma linha de "...Psoul",o disco "Psychedelic Moods" é um projeto de estúdio, o que significa que você não precisa maldizer aqueles sortudos dos 60's: filho-da-puta nenhum viu essa maravilha ao vivo. Mas se alguém tivesse visto iria ter sua mente atropelada pela genial "Color Dreams" logo de entrada para logo depois ser arrebatado pela doideira pura de "Pink Ether". Depois de um tempo esse sortudo hipotético ainda seria envolvido pelo hino a loucura que é "Turned On" e contaria com a ajuda da canção-de-ninar-anti-bad-trip "Shadows on the Wall" para não ter problemas de ordem psicológica. Logo depois esse afortunado daria de cara com três das músicas mais bonitas da história da psicodelia: a linda "Crystal Nite", a profética "Trip #76" e a romântica "Wake Up and Find Me". Quando a pequena parte de uma canção natalina no fim de "On Off - Off On" terminasse provavelmente esse sortudão teria morrido de satisfação.
Videozinho de "Color Dreams" para ajudar na decisão
Agora tudo que você tem a fazer é baixar e dar aquela comentada. Até a próxima

terça-feira, 17 de novembro de 2009

The Animals - Before We Were So Rudely Interrupted



Ficamos sem postagens por um tempo devido à falhas de comunicação entre os criadores do blog (isso porque somos alunos de Comunicação), mas estamos de volta "Botando pra fuder e sem sair de cima. Tão certo quanto 2 e 2 são 4 eu tô na rima", como já diria o Marcelo D2.


Então ao que interessa: The Animals e seu disco de retorno em 1977. Normalmente essas voltas de bandas que já terminaram são uma bosta (a volta seguinte dos Animals, em 1983 definitivamente foi), e essa não foge completamente a regra. Foi uma bosta em termos de sucesso, mas em termos de música... é de deixar sem palavras. Ouçam Brother Bill, a primeira música do disco e vocês entenderão do que papai aqui está falando.


Se preparem para uma overdose de Animals.

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domingo, 1 de novembro de 2009

Bezzerra da Silva-O Rei do Côco Vols. I e II


Que o Bezerra da Silva é pernambucano e não carioca muita gente sabe, porém muita gente não sabe que antes de ser um MONSTRO SAGRADO DO SAMBA que aperta agora para acender depois, Bezerra tinha gravado dois discos de côco (ritmo tradicional nordestino que mistura samba e forró), dois discos esses que O Bixo tem o prazer de te trazer.





Bezerra da Silva chegou ao Rio escondido em um barco ainda nos anos 40 e cortou vários dobrados como pintor e até mendigo antes de ter uma chance no "showbizz". Em 1975 depois de alguns compactos gravou seu primeiro LP: O Rei do Côco. Dizem alguns que Bezerra queria gravar um disco de samba mas foi obrigado pela gravadora Tapecar a gravar um ritmo mais relacionado a suas origens nordestinas (não que esse blog seja contra as tramas demoníacas das gravadoras vide 1 e 2). Nesse disco destacam-se as excelentes "Rapa Cuia" e "Lei de Bahia".
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Logo no ano seguinte veio o segundo volume dessa obra-prima, superando o primeiro em qualidade. Destaque para as geniais "Não Sou Valente", bem a cara do futuro homem-que-aperta-agora-para-acender-depois, "Segura a Viola", que é macumba total e "Vamo Simbora Neném", com destaque para a forma com que o compositor Avarése se cita na própria letra.
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Beijo nos corações juvenis da galera e tchau.










sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Roberto Carlos em Ritmo de Aventura



Depois de um Rei, só outro Rei. Não podíamos ficar de fora da festa de 50 anos de carreira do Robertão e vamos com essa belezura de disquinho. Trilha do Filme homônimo, esse álbum é uma pérola da Jovem Guarda e tenho certeza que, só de ver esse vídeo da música Quando, vocês vão querer baixar esse disco tanto quanto eu quis.

(Akin, tive que postar. Pode mandar duas seguidas aí)

Baixe Aqui e veja o vídeo abaixo.




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Elvis Presley - The Complete 50's Masters



Apesar de ser um pouco avesso a coletâneas, a maior parte da música feita nos anos 50 é melhor de se adquirir dessa maneira. Isso devido a grande parte das canções de tais artistas terem saído apenas em compactos, já que álbuns eram coisa rara para músicos de rock.

Essa coletânea traz o que há de melhor do Rei (não o Robertão, o Elvis mesmo). Praticamente toda sua produção nos anos 50, a época que presta do Elvis. E como presta. Destaque para minha favorita Lawdy Miss Clawdy. São cinco discos do mais puro Rock and Roll. O bixo em doses cavalares.

DISCO 1
DISCO 2
DISCO 3
DISCO 4
DISCO 5

domingo, 11 de outubro de 2009

The Stray Cats - Stray Cats




Primeiro álbum dessa banda de Nova York formada por Brian Setzer, Lee Rocker e Slim Jim Phantom é simplesmtente o suco de Rockabilly anos 80. Além de clássicos do estilo, contém material inédito, incluindo os dois super hits Stray Cats Strut e Rock This Town. O grupo teve várias indas e vindas desde 1979 até os dias de hoje e atualmente está em sua turnê mundial de despedida. Então, pare de ler e vá logo ouvir porque Stray Cats é o Bixo!


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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Morphine-Yes

Hoje no "... É o bixo" uma das bandas de rock mais fora dos padrões de todos os tempos: o Morphine, que mandava o seu som nos idos dos anos 90 munidos de um baixo de duas cordas tocado com um slide por Mark Sandman, vocalista e inventor de tão incomum instrumento, uma bateria pilotada por Jerome Dupree (depois substituido por Billy Conway) além de um saxofone, quando não dois tocados ao mesmo tempo por Dana Colley e nada de guitarra.

O disco deles que esse humilde blog oferece a seus leitores é o "Yes", terceiro deles lançado no ano de nosso Senhor de 1995 e seria perda de tempo falar das músicas fodas que esse albúm contém, pelo simples motivo de que TODAS AS MÚSICAS DESSE DISCO SÃO FODAS. O Morphine é uma das bandas que menos erra a mão nas músicas (quase nunca), as músicas tem um peso sinistro e a guitarra não faz falta nenhuma ao som dos caras, o baixo e o saxofone dão muito bem conta do recado, uma guitarra provavelmente estragaria tudo.

Feitas as apresentações, baixem esse disco lotado de música boa e até uma próxima.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session



Pérola das pérolas pra quem gosta do bom e velho Rockabilly. Descobri essa bagaça assistindo à uma entrevista do George Harrison (santos vídeos relacionados do YouTube). O fato é que esse disco é a gravação de um concerto para televisão feito onde o autor de diversos clássicos do Rock, Carl Perkins, junto com uma galera da pesada que incluía: Eric Clapton, George Harrison, Ringo Star, Rosanne Cash, Dave Edmunds, Lee Rocker e Slim Jim Phantom. Todos eles juntos numa super jam, tocando várias músicas de autoria do próprio Perkins como Blue Suede Shoes, Honey Don't e Everybody Is Trying To Be My Baby. Vou até deixar uns vídeos aqui pra vocês sentirem o gostinho do suco de música que saiu dali.

Baixe AQUI. E não deixe de avisar os amiguinhos!






segunda-feira, 28 de setembro de 2009

The Devil's Anvil-Hard Rock From The Middle East

Hoje o Bixo trás uma jóia (quase) diretamente das arábias: trata-se de "Hard Rock From The Middle East" único disco da azarada e genial Devil's Anvil.

Formada em Nova Iorque por músicos descendetes ou provenientes do oriente médio junto com Felix Pappalardi (que depois viria a tocar em woodstock com sua banda Mountain além de produzir um disco do Cream) essa banda, como indica o título do disco, mistura o rock com influências da música árabe com resultados impressionantes. "Wala Dai", a faixa de abertura, é algo de incrível, parece um bando de árabes enlouquecidos tentando tocando algo dos Sonics com um bouzouki (instrumento de cordas muito usado na música daquelas bandas) e um acordeão no meio dos tradicionais guitarra baixo e bateria, nem é necessário dizer que isso é foda. Vale citar ainda "Isme", uma das mais tradicionalmente árabes do disco, com suas guitarras gaiatas no finzinho e "Besaha" com sua guitarra distorcida no talo, além de "Selim Alai" sem nenhum motivo especial, só porque ela é fodona mesmo. Fechando a tampa vem a única com letra em inglês, a genial "Misirlou" (sim, aquela música do Pulp Fiction), que parece ter sido feita para ser ouvida umas três vezes direto.

Quanto ao azar de que eu falei lá em cima, se liga no drama: depois de dar a luz a tão maravilhoso filho, a banda teve a má sorte de lançá-lo no mesmo dia em que estourou um dos episódios da eterna guerra Israel x Mundo Árabe, o que fez as rádios correrem do disco correrem do disco que nem o diabo corre da cruz. Ainda bem que o leitor do Bixo é um indvíduo sortudo que vai ouvir essedico que é meio difícil de achar até na internet.

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Baixe e curta o som da bigorna do capeta.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

The Traveling Wilburys

Nelson Wilbury, Lefty Wilbury, Otis Wilbury, Charlie T. Wilbury Jr e Lucky Wilbury. Essa é a formação original dos Traveling Wilburys. Mas quem são esses caras? Bem, a "família" Wilbury não passa de um pseudônimo de brincadeirinha de George Harrison, Roy Orbison (Sim, o de Pretty Woman), Jeff Lynne, Tom Petty e Bob Dylan e seu super grupo formado em 1988.




Portanto hoje é o dia do Bixo trazer Volume 1. O primeiro de dois álbuns lançados pela banda (o segundo se chama Volume 3. Sim, 3). Uma coleção de ótimas músicas que são O BIXO! Destaque vai para Tweeter and The Monkey Man, penútima do álbum, e cantada por Dylan. Abaixo você encontra não só o link, mas o vídeo de Handle With Care.

http://www.youtube.com/watch?v=L8s9dmuAKvU



Traveling Wilburys Volume 1 download

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

The Mars Volta - The Bedlam in Goliath


Hoje no "...É o bixo" teremos mais uma incursão na produção musical da nossa década com o penúltimo disco de uma das bandas mais criativas já surgidas em muito tempo o Mars Volta. Com um som que já foi definido de modos quase antagônicos como punk e progressivo (gerando o rótulo bizarro de punk-prog) a banda passeia pela psicodelia, jazz, ritmos latinos, música eletrônica e o que mais der na cabeça cabeluda de seus líderes (os dois aí do lado: a esquerda Cedric Bixler-Zavala, o vocalista e Omar Rodriguez-Lopez).

Nascida em El Paso, Texas com o fim do At the Drive-in, banda de hardcore de Cedric e Omar, eles lançaram seu primeiro disco em 2003 (que a pedidos pode aparecer por aqui mais tarde) e vem apurando seu som até que no ano de Nosso Senhor de 2008 eles vieram a público com sua obra-prima até agora: The Bedlam in Goliath, que o bixo tem o prazer de te trazer.

O disco começa com o grito agudo de "Aberinkula", faixa com vocação para abrir um disco, simplesmente genial. Na quarta faixa vem o primeiro single do disco, "Wax Simulacra" não querendo me repetir mas... uma música com vocação para single, empata com uma outra ("Tourniquet Man" ótima por sinal) como mais curta do disco (2:38), porém representa muito bem o álbum inteiro. A faixa 7 vem confirmando a tradição de conter a melhor música (confira todos seus discos para ver se isso não é verdade para a maioria); "Cavalettas" é DEMAIS com seus 9:32 de duração ela é praticamente duas músicas que têm uma ligação maior entre si que com as outras do disco, a primeira parte, algo como uma balada punk cede lugar repentinamente a uma viagem progressiva dando razão ao título de punk-prog da banda. Mesmo depois de uma pérola a peteca não cai com "Ourobouros" que é foda e "Conjugal Burns" marcando a hora de dar tchau, como já diziam os teletubbies.








Dado o serviço: beijos, abraços e até a próxima.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

The Beatles Remastered (Discografia)


Jovens, dia 09/09/09, junto com o Rock Band, foi lançada toda a discografia do quarteto de Liverpool completamente remasterizada. O preço de cada CD em terras tupiniquins está 35 reais (34,90 pra ser mais exato), um pouco salgado. Realmente comprar TODA a discografia é pra viciado ou quem tem sobrando. Como a maioria não é nenhum dos dois, eu afirmo que vale a pena comprar um ou outro (Rubber Soul principalmente hehe) pelos extras que vem junto. Também pra não ficar com a consciência pesada de baixar tudo aqui pelo bixo.

O que??? Baixar tudo pelo Bixo???

Sim!!! Nós temos os remasterizados em primeira mão pra você, nobre leitor e ouvinte!!! A princípio pensei que o link fosse falso e o que eu estava baixando eram as mesmas versões que todo mundo está cansado de ouvir no seu mp3 player. Mas não!!! Ao ouvir If I Fell e Eight Days a Week, não só fiquei impressionado com a qualidade, mas notei a clara diferença e carimbo que você realmente vai estar baixando o Remasters dos Beatles.

Você vai precisar de um programa de torrent para fazer o download. Eu recomendo o Vuze, que é grátis e basta digitar Vuze download no Google que você achará o site oficial com o download. O torrent em si está muito saudável. Fiz o download na velocidade máxima da minha internet. Os arquivos mp3 estão com 320 kbps para você aproveitar toda a qualidade do som sem perdas. Espero que aproveitem e indiquem a seus amiguinhos.

Baixe o Torrent aqui

Um beijo remasterizado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cody Chesnutt- The Headphone Masterpiece

Hoje no "...É o bixo" um dos discos mais sensacionais dos anos 2000: The Headphone Masterpiece do genial Cody Chesnutt.


Gravado totalmente em casa, esse disco duplo atira para todos os lados no tocante à música, tem algumas meio Folk, outras bem Soul Music, uma ou outra lembra Rock e ainda tem uns Raps bem experimentais.

Com esse álbum, que é até hoje o único de sua carreira, Cody chamou a atenção da comunidade musical lá dos EUA e acabou gravando uma versão de The Seed, uma das músicas desse discos, com o The Roots (banda genial que toca Rap com instrumentos normais em vez de só voz e pick-ups). Essa versão é um tremendo hit ( eu mesmo já a ouvi em uns dois filmes além de ter visto o clip algumas vezes na MTV) além de ser incrivelmente foda.


Outro (quase)hit desse trabalho é "Look Good in Leather" e se você pensou: "é aquela do comercial de desodorante?" você acertou. E o que é uma música que toca toda hora na tv e na rádio (mesmo que só um pedaço) se não um autêntico hit.


Além dos hits, merecem destaque "Brother With an Ego" e "Somebody's Parent" que dizem muito em pouco tempo (13seg e 1min46seg respectivamente). Vale falar também de "My Women, My Guitars" uma baladinha Folk excelente e de "Upstars in a Blowout" uma ótima mistura de Rock com Disco Music.

Apesar de muitos grandes artistas serem quase inexecutáveis em rádio, ( digo "quase" porque graças a Deus existe o Ronca Ronca na oifm 22h terça feira) esse não é o caso de Cody que tem um grande apelo pop mas infelizmente no Brasil só pinta na rádio pra vender "desodorante com notas de couro".
Fiquem aí com o disco.





http://www.badongo.com/pt/file/16852495

http://www.badongo.com/pt/file/16852618

Baixem, Comentem e Espalhem a palavra , porque Cody Chesnutt ...é o bixo.

domingo, 23 de agosto de 2009

The Best of The Pogues

Espero que vocês curtam essa banda de cachaceiros que faz um punk misturado com música folk irlandesa. É bom pra tirar esse cheiro de anos sessenta impregnado aqui.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Captain Beefheart - Safe as Milk




Hoje no "...é o bixo" o prato do dia é coração de bife, com um molho seguro como leite. Com esse péssimo trocadilho eu introduzo um dos mais alucinados roqueiros de todos os tempos Captain Beefheart acompanhado de sua Magic Band nesse seu primeiro e "mais acessível" disco (como eu li em outro blog) o Safe as Milk.


Captain Beefheart era o pseudônimo usado por Don Van Vliet durante sua carreira musical ( hoje ele é pintor e eu não sei se ele continua usando esse nome) marcada pela experimentação acima de tudo e també pelo fato de ele ter sido amigo de infância e ter colaborado várias vezes com o também locão Frank Zappa.

Nesse primeiro disco de sua carreira nós encontramos as sementes do que seria o futuro de sua carreira e os excelentes bonus dessa reedição em cd são uma indicação mais forte da piração total em que ele se meteria com o avanço de sua carreira. Electricity è a melhor das originais do disco e poderia muito bem estar no terceiro disco e obra-prima de Van Vliet com suas guitarras dissonantes e a clássica voz de imitador de Howlin' Wolf (que Beefheart inclusive foi de verdade por um tempo). Safe as Milk a música qeu batiza o disci vem como bônus em uma versão diferente e bem melhor do que normal.

Os bônus é que roubam definitivamente a cena, na maioria instrumentais, são de um nível de loucura incrível com durações chegando aos 7 minutos (nada demais, mas também nada normal).

Aproveitem essa oportunidade e se for solicitado eu posto o "terceiro disco e obra prima" do Captain.

domingo, 2 de agosto de 2009

Creedence Clearwater Revival - Willy and The Poor Boys

Peço desculpa aos 3 leitores do BIXO, mas saí de férias e não pude atualizar o vosso querido blog. Estava torcendo para que o Akin desrespeitasse nosso acordo de alternar as postagens para que o blog não ficasse às moscas, mas pelo visto ele foi um bom menino e não o fez. Mas aqui estou eu de volta para lhes presentear com uma bela pérola dos idos de 1969.

Enquanto algumas bandas ainda viajavam no resquício da doidera dos anos anteriores e outras tentavam voltar a suas raízes, uma banda em especial se manteve fiel ao blues e ao country que originaram seu som tão característico: Creedence Clearwater e seu Swamp Rock. O Quarto disco do lendário grupo californiano, Williy and The Poor Boys, é o meu favorito. Não só pelas belíssimas canções presentes no álbum, mas também pela obrigação de suceder o disco anterior: o sensacional Green River.

No quesito músicas, meu destaque fica por conta de Midnight Special e Fortunate Son. A primeira, um standard sobre a vida na prisão. Enquanto a segunda é uma canção anti-guerra para ensinar a todos os artistas ativistas políticos como fazer uma música engajada. Fique com um vídeo de Midnight Special para sentir o gostinho.

Gostou? Baixe aqui então!
Um abraço de urso e fique com uma palavra de nossos patrocinadores.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tim Maia 1970

Hoje o "...É o bixo" tem o prazer de fazer sua primeira incursão na música do nosso Brasil varonil
e já começamos com uma pedrada bem ao nosso estilo: setentista e genial.

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Essa é a primeira obra prima do sindico, e que começo, hein? Somos recebidos no mundo do fofinho com nada mais nada menos que "Coroné Antônio Bento", uma das poucas coisas que me dão orgulho de ser brasileiro, essa pérola tem letra de João do Vale além do talento absurdo de Tim em fazer músicas com um peso de funk e um jeitão regional. Logo depois vem "Cristina" outra coisa de doido. Vale mencionar ainda "Eu amo você", extremamente romântica e mesmo assim (ou talvez exatamente por isso) genial.
Além das citadas antes esse monumento da música nacional ainda tem os clássicos "Primavera (Vai chuva)" e "Azul da cor do mar".
Uma faceta pouco conhecida de Tim Maia que se revela já nesse disco é a sua qualidade como intérprete e compositor de músicas em inglês, em sua composição "Jurema" (sim apesar do nome essa é em inglês) e em "Tributo a Booker Pittman"
Pra quem ainda não sabe Tim Maia ...é o bixo.
Comentem e divulguem por favor.
Away!!!!!!!

domingo, 19 de julho de 2009

The Beatles Anthology (Filme)

Esse é pra quem tempo livre ou a internet dos sonhos. Estava procurando uns filmes de rock depois de ter assistido ao Rolling Stones Rock and Roll Circus e Let It Be, quando me deparei com esse documentário feito em 1995 sob a tutela dos três Beatles remanescentes. Pra desenterrar um pouco o blog do underground, resolvi postar aqui. Só tem um problema: são 8 capítulos mais 80 minutos de extras divididos em 5 DVDs. Os arquivos estão em AVI e o total de download é de cerca de 6,5 GB, portanto prepare-se para um chá de Megaupload.

Falando do filme em si, posso dizer que é bem agradável de assistir (em uma semana e meia, já consegui baixar 5 partes e assistir a 4), sendo recomendável tanto para fãs da banda, por conter diversas informações interessantes nos depoimentos de Paul, George e Ringo, além das entrevistas desencavadas de John, quanto para quem quer conhecer um pouco (ou um muito) do acervo musical da banda, já que apresenta diversas músicas na íntegra.

Para os interessados eu deixo aqui o link para um arquivo txt com os links das partes. Bom download para todos e agradecimentos ao Arapongas Rock Motor pelo trabalho de “upar” o conteúdo. Só um adendo: a série Anthology produziu além do filme, álbuns com diversas raridades de estúdio e duas músicas inéditas. Quem tiver interessado e achar os links pode postar nos comentários. Eu até tenho, mas veio com a discografia que baixei via torrent.

Link com os links aqui
A senha para descompactar está no arquivo.

Bom Natal.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PROTO, MAN !!! : The Sonics & Blue Cheer

Hoje no "...É o bixo" duas bandas que foram influência para movimentos musicais posteriores sendo considerados pioneiros em suas abordagens do rock. Primeiro a banda mais central do garage punk, The Sonics e depois os arquitetos do heavy metal do Blue Cheer.




Para começar os trabalhos, essa jóia perdida do Rock'n'roll chamada "The Sonics Boom", um dos discos mais completos da história da música. Segundo disco da banda lançado em 1966 vai da balada mais melosa (e foda por sinal) em "since I fell for you" ao punk declarado em "he's waiting", além do hino da garagem "the witch". Minha teoria é de que com uma divulgação decente esse disco teria vendido que nem água, depois de ouvir você vai entender e concordar comigo. Tudo em relação a música jovem feito na época tá la nesse disco cantado por um vocalista muito inspirado em Little Richard com a maior fúria possível. Eu estou tentando te fazer entender que esse disco É O ROCK de modo que ninguém é roqueiro antes de ouví-lo, então cumpra essa prazerosa obrigação o quanto antes.




Avançando no tempo até 1968, chegamos às origens do heavy metal na forma do disco de estreia da banda Blue Cheer, o Vincebus Eruptum. Tem pouco pra se falar sobre esse disco além de que ele porta uma das maiores doses de grosseria musical que você vai encontrar por aí: é muita distorção na guitarra, é muito peso no baixo, é muita fúria na bateria e pra melhorar tem uns instrumentais bem graúdos no meio de algumas músicas pra você conferir tudo isso trabalhando junto em perfeita harmonia nas seis porradas que esse absurdo sonoro te oferece. Outro disco essencial para um bom roqueiro.
Agora uma curiosidade: outra coisa que além do pioneirismo dessas duas bandas e do fato de elas serem o bixo, o que me inspirou a colocá-las no mesmo post é que esses dois discos têm coveres do pioneiro do rockabilly Eddie Cochran: The Sonics com "Jenny, Jenny" e o Blue Cheer com "summertime blues"
Inté, baby.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

The Animals – Animalism (RARIDADE)

Como meu querido Akin disse no post anterior, os anos 60 têm um bocado de influência nos redatores do seu mais novo blog favorito. E adivinhem da onde vem a nova atração do ...É o Bixo? Sim, da Inglaterra dos anos 60. Mais precisamente Newcastle Upon Tyne. Tenho o prazer de apresentar-lhes The Animals. Na minha humilde opinião, a melhor banda da invasão britânica e com talvez com o melhor vocalista da história do rock inglês (possivelmente apenas suplantando pelo poder vocal de Freddie Mercury): Eric Burdon.

Ao contrário de outras bandas da época como Beatles, Mersey Beats, Kinks e Easybeats, os Animals faziam um Blues bem mais cru e com pitadas de Folk, sendo muito influenciados por Chuck Berry, Bo Diddley e Bob Dylan. Fizeram grande sucesso com sua versão de House of the Rising Sun, clássica canção folk americana, e com um cover de Don’t Let Me Be Misunderstood, de Nina Simone.

Mas o disco que trazemos aqui hoje é de um pouco mais tarde. Em 1966, enquanto o mundo da música estava concentrado ao redor de Pet Sounds dos Beach Boys e Revolver dos Beatles, os Animals (Já com o tecladista Dave Rowberry no lugar de Alan Price, mas não menos genial), com a produção e participação de Frank Zappa, gravavam essa despercebida obra-prima do Blues Rock: Animalism.

A nomenclatura dos discos dos Animals é um pouco confusa, já que antes desse belo disco eles lançaram no Reino Unido o Animalisms (um “s” que faz toda a diferença), que saiu nos EUA com Animalization (Que é ótimo por sinal). Mas confusões a parte, espero que curtam as belas versões de Shake, Rock Me, Going Down Slow, Hit The Road Jack, Jail House Rock, Heartbreak Hotel e muitos outros Standards que ficaram simplesmente o bixo quando tocadas por esses meninos ingleses, e que você não vai achar em loja de CDs nenhuma, porque o disco foi lançado em CD apenas em 2006 para venda exclusiva pela internet. Você pode, é claro, achar o vinil por aí. Nesse caso entre em contato com a redação do É o Bixo para fazer uma doação.

Animalis + Bonus tracks

http://rapidshare.com/files/116404470/h1theaniwq433.part1.rar

http://rapidshare.com/files/116404941/h1theaniwq433.part2.rar

Ou...

http://www.megaupload.com/?d=98G0G96C

http://www.megaupload.com/?d=JQE3ZSWW

Hoje é dia de bônus no Bixo!!! Aproveite e baixe também o Best of Animals para ouvirem até um novo disco dessa pérola de banda aparecer aqui. Por sinal, acabei de descobrir um disco de retorno da banda de 1977 que eu não tinha!!! Li que é bom. Vamos ver se entra na fila do Bixo.

The Best of

http://rapidshare.com/files/170968873/2000_-_The_Animals_-_The_Best_Of_-_By_www.flanshup.blogspot.com.part1.rar

domingo, 5 de julho de 2009

The Freak Scene

Como já deu para perceber a "redação" desse blog é muito fã dos anos 60 e 70.

E como não se apaixonar por uma época em que mesmo quando um músico de grande renome é obrigado a fazer um disquinho modernoso contra sua própria vontade esse disco é uma maravilha de outro mundo? Ou então como não perder a cabeça quando se sabe que houve um tempo na Terra em que até discos religiosos poderiam ser algo que você pode ouvir para incomodar seu vizinho evangélico e não o contrário? E uma turquinha folk rocker quando mais daria certo?


E é dessa época mágica que o "...É o bixo" tem o prazer de trazer mais uma delícia improvável (você consegue imaginar o tipo de banda horrorosa que se chamaria "The Freak Scene" hoje em dia?).


http://rapidshare.com/files/181916962/The_Freak.rar


Esse é "Psychedelic Psoul" único e maravilhoso disco dessa banda nova-iorquina formada com o único intuito de gravá-lo. Suas músicas tem efeitos que como eu já li em outro blog "fazem as guitarras ficarem selvagens e a vozes assustadoras" e trabalham num nível de psicodelia muito peculiar: eu nunca ouvi nada tão alucinado e pop (no bom sentido) ao mesmo tempo. Com um clima oriental e folk, guitarras em qualidade e quantidade para saciar a todos os gostos, baixos que as vezes roubam a cena (se é que isso pode ser dito sobre algo que é composto só de sons), experimentação sem medo e tudo mais que qualifica o trabalho dos gênios loucos dos "good old days", mas sem nenhuma música que ultrapasse uma duração considerável como "normal". Tudo num clima muito esquisitão mas fácil de escutar.

GENIAL, para dizer tudo em uma palavra. Meus filhos vão ser postos para dormir ouvindo essa obra-prima. Por quê? Porque The Freak Scene ...é o bixo!
E como bônus o pedido de Daniel Toyoshima será atendido com o BBC Sesions do Pink Floyd

http://www.megaupload.com/de/?d=V47MELWP

Com todo o carinho da "redação" do "...É o bixo", até a próxima.

terça-feira, 30 de junho de 2009

The Rolling Stones Rock and Roll Circus (Filme)

Tenho o prazer de apresentá-los ao maior espetáculo da Terra; e também ao primeiro filme das fileiras do É o Bixo: The Rolling Stones Rock and Roll Circus; um concerto gravado em 11 de dezembro de 1968 num circo de verdade. Não há muito o que falar sobre o filme, mas muito o que ver e ouvir. Performances de Jethro Tull, The Who, Taj Mahal, Marianne Faithful, The Dirty Mac e Rolling Stones.

Os destaques vão para a performance sensacional do Who (principalmente de Moon), que fez o filme não ser transmitido à época, já que Mick Jagger odiou a apresentação dos Stones comparada a deles. Além do Who, não deixemos de citar o Dirty Mac, banda criada especialmente pro show e formada por uns músicos bem ruinzinhos: John Lennon (vocal, guitarra), Eric Clapton (guitarra), Keith Richards (baixo) e o sensacional baterista da Experience Mitch Mitchells. Eles tocaram duas músicas: Yer Blues e Whole Lotta Yoko, a última por sinal surpreendentemente genial. Muito boa também é a conversa entre John e Mick; ambos em um estado mental levemente alterado.

O disco em mp3 ainda não tive o prazer de encontrar, mas assim que o fizer ele vai aparecer aqui no Bixo. Para os apressadinhos fica a dica: qualquer conversor de vídeo por aí transforma o filme em mp3, só que cortar as músicas vai dar um leve trabalho.

Para todos um bom dia, boa tarde, boa noite e "Yer Blues, John. Yer Blues, John. Yer Blues, John". E baixem com moderação. (créditos do link para o blog http://noholodeck.blogspot.com/)



Download Mp4 (287 mb)
Download Mpeg (686 mb)
Clique com o botão direito e escolha "salvar destino como"

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Selda

Aposto que você já pensou: "aaaah coé? uma mulézinha com um violão?", mas quem baixar essa pérola vai ter o prazer de se surpreender com o que "uma mulézinha com um violão" é capaz de fazer. Aqui vai uma pequena dica: USO IRRESPONSÁVEL DE PEDAL DE DISTORÇÃO. Agora sim vamos a uma apresentação mais formal.




Essa é Selda Bagcan (com um acento circunflexo invertido em cima do "g"), uma folk rocker turca com uma carreira extensa cujo ponto máximo foram os anos 70, época em que ela e seus músicos pesavam a mão na psicodelia, num som que misturava canções tradicionais turcas e músicas de protesto num liquidificador movido a pedal fuzz e por isso foi presa algumas vezes pelo governo repressor de seu país.



O disco que eu tenho o prazer de trazer-lhes é o primeiro LP lançado pela moça em 1971 e já na primeira música mostra a que veio: primeiro soa um instrumento tradicional árabe, depois Selda sussurra algo obviamente incompreensível (todas as letras são em turco) e quando você menos espera uma guitarra alucinante vem para recompensar regiamente o tempo de espera para baixar o disco e quando o ouvinte já está pirando vem o solo que é de outro mundo, mesmo sem grandes virtuosismos (eu sempre volta a música só pra ouvir esse solo). A sexta música é a mais folk, e de algum modo que eu não sei explicar, ela soa como um blues daqueles bem choradões de partir o coração, com Selda acompanhada de um instrumento tradicional (provavelmente bouzouki) e é outra que é impossível de ser ouvida apenas uma vez. Todo o resto do disco vai nessa mesma linha de experiências musicais totalmente surpreendentes e recompensadoras num som descritível com crocante por fora e suculento por dentro.

Como eu disse antes uma pérola daquelas que só se encontram no "...É o bixo", até a próxima.

http://www.mediafire.com/?z4zizzyzm24